Reuniões podem ser espaços de decisão e reconhecimento profissional quando são conduzidas com preparo, escuta ativa e colaboração inteligente. A partir de artigo publicado na HSM Management, analisamos como atitudes práticas elevam a qualidade dos encontros e tornam reuniões mecanismos reais de clareza e execução.
Reuniões se tornaram um dos rituais mais frequentes, e mais criticados, dentro das organizações. Para alguns, representam excesso e perda de tempo, para outros, são o único espaço onde decisões realmente acontecem. O ponto é que reuniões não são, por natureza, improdutivas. Elas se tornam improdutivas quando deixam de gerar clareza, direção e consequência.
A partir do artigo publicado na HSM Management por Jacqueline Resch, sócia-diretora da RESCH RH, consultora e facilitadora de diálogos com mais de quatro décadas de atuação em desenvolvimento humano e organizacional, emerge um princípio simples e decisivo, reuniões não são sobre presença, são sobre valor. E esse valor não nasce do tempo investido, mas da qualidade das atitudes que cada profissional sustenta antes, durante e depois do encontro.
Reuniões como mecanismo de decisão, não como rotina de atualização
Uma reunião só tem sentido quando existe um objetivo claro, decidir, alinhar, destravar, validar ou ajustar. Quando se transforma em um espaço de descoberta do que está acontecendo, ela perde força e vira ruído. O primeiro diferencial de quem soma é entender que reunião não é lugar para improviso, é lugar para escolhas bem informadas.
A autora reforça que preparação é o ponto de partida real. Chegar com repertório, compreender a pauta e saber o que está em jogo reduz dispersão e fortalece a objetividade. Além disso, trazer dados atualizados, exemplos concretos e informações da própria área ajuda o grupo a construir decisões com menos achismo e mais consistência.
Escuta ativa e presença como ativos raros
Em um ambiente saturado por notificações, interrupções e multitarefa, estar presente de verdade virou diferencial. O profissional que soma não é o que fala mais, é o que contribui com atenção plena e com leitura de contexto. Escutar com qualidade permite entender conexões entre áreas, identificar pontos de tensão e perceber nuances que mudam a direção de uma decisão.
A escuta também protege a reunião de um risco recorrente, a conversa paralela que desvia o foco do essencial. Quando o participante está atento e interage com intenção, ele eleva o nível da discussão e cria condições para que o grupo chegue ao que realmente importa, escolha e execução.
Colaboração inteligente e maturidade emocional
Reuniões relevantes quase sempre envolvem divergências. E o que diferencia equipes maduras não é evitar discordância, é sustentar diálogo com equilíbrio. A capacidade de pausar, perguntar antes de reagir, e respeitar perspectivas diferentes é o que transforma conflito em construção.
Outro ponto central é reconhecer valor no que o outro traz. Perspectivas distintas ampliam a visão do negócio e ajudam a criar decisões mais robustas. Mesmo quando o tema não é da sua área, buscar entender a lógica por trás dele fortalece colaboração e posiciona o profissional como alguém capaz de operar de forma integrada.
O impacto invisível, reputação e reconhecimento profissional
Participar bem de reuniões não é apenas uma competência operacional, é um ativo de reputação. Reuniões são espaços onde confiança se constrói ou se perde, onde maturidade é percebida e onde líderes identificam quem realmente entrega clareza, postura e colaboração.
No fim, a ideia central é direta, reuniões não precisam ser evitadas, precisam ser qualificadas. Somar em uma reunião é atuar com preparo, escuta e contribuição objetiva. Não se trata de ocupar espaço, mas de gerar valor real para decisões que importam.